Uma espécie de macaco albino raro
(filhote de 02 meses aproximadamente) foi encontrada no munícipio de Casa
Branca, interior de São Paulo, por um cidadão próximo a área urbana do Município.
O mesmo acionou a guarda ambiental da Cidade, que resgatou o animal e fez
encaminhamento para os primeiros socorros ao medico-veterinário Armando Neto, da
Equipe do IBIMM e Fazenda Palmares, no município de Santa Cruz da Palmeiras,
SP.
O animal apresentava quadro traumatismo craniano leve, o que pode ter sido ocasionado pela
queda do mesmo da mãe, infelizmente mesmo após toda medicação e cuidados, veio
a óbito. A identificação precisa do
animal, sua causa mortis e pesquisas sobre o Albinismo na espécie, serão feitas
pela Equipe do Instituto IBIMM, liderada pelo Prof. Dr. Eduardo Rubião Cárdenas
(UFF) Médico Veterinário e primatologista e pelo Prof.Dr. Edris Queiroz, biólogo
e anatomista veterinário (FMVZ-USP). Após estas etapas o animal será taxidermizado
e exposto no Museu de Historia Natural da Fazenda Palmares.
Animais
albinos na natureza é um evento muito raro. Distinguida pela falta de melanina,
esta condição torna esses animais mais identificáveis a predadores e pode estar
atrelada a outras alterações, como problemas de visão. Sendo assim, a sobrevida
na natureza é algo muito difícil e complexo, talvez por isto seja muito difícil
encontrar estes animais o que torna este evento muito raro!
Mesmo
com todo glamour, o surgimento desta espécie de macaco albino, liga um sinal de
alerta aos pesquisadores. Para Prof. Dr. Edris Queiroz (Instituto IBIMM), o acontecimento
poderia ser devido ao separação da
população da espécie causado pela degradação na região, composta de muitas
fazendas de cana de açúcar. A região é muito degrada há anos, sendo a
monocultura da cana de açúcar mais alta possível. “Outros pesquisadores em
outros estudos sobre albinismos em primatas, já relatarão que a urbanização,
monoculturas e atividades agroindustriais prejudicam o fluxo genético e podem
aumentar a endogamia”.
Esse
bloqueio na troca de material genético favorece mutações e anomalias, como o
albinismo. Além disso, fatores externos — como poluição atmosférica e
agrotóxicos — também podem influenciar a expressão genética de animais
silvestres. Estudos já relacionam gases como dióxido de nitrogênio e dióxido de
enxofre a alterações de pigmentação.( Guimaraes, 2025).
O
próximo passo da pesquisa agora é descobrir qual espécie realmente o animal pertence,
visto que pode ser um filhote de macaco sagui de tufo preto, mais encontrada na
região, entender os processos de albinismo e relatar o caso para comunidade
cientifica.
Autor : Prof.Dr. Edris Queiroz


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