sexta-feira, 4 de abril de 2014

Os males dos fogos de artifícios para nossos animais!

BOMBAS, FOGOS, FOGUETES, SEU CÃOZINHO TEM MEDO?





            Festas, jogos, bebidas, você se diverte, mas e o seu bichinhos de estimação, todos eles sofrem muito, o que devemos fazer nesta época!

            Na época de Copa do Mundo é frequente a preocupação com o barulho dos fogos. A maioria dos cães sofre no réveillon, festa junina e quando tem tempestade com trovões, imagina então agora no ano da copa.

            A audição dos cães é mais sensível que a humana. Eles alcançam uma frequência maior que a nossa:

Homem – 20 Hz a 20 Khz.

Cão  – 20 Hz a 40 Khz.

Isto significa que eles escutam sons inaudíveis para nós.

            A falta da consciência também influencia muito. Quando escutamos o barulho de uma bomba, podemos até levar um susto, mas sabemos que foi alguém que produziu aquele som, pra a se divertir.

            Para os cães, além de ser um som muito forte e alto, é uma surpresa. Eles não sabem a origem e pode confundir com o som de uma catástrofe natural como um terremoto, um desabamento. Quem não se lembra dos animais fugindo da Tsunami minutos antes dela acontecer?

Como ajudar nossos animaizinhos nesta época!

            O ideal é o tratamento, a dessensibilização. Isto significa expor o animal ao som, gradualmente enquanto ele se diverte. Se bem feito, o cão pode ficar curado e não mais apresentar os sinais de pânico. Peça ajuda ao seu veterinário.

            Mas estamos em cima da Copa… se não dá para curá-lo a tempo, podemos ao menos amenizar o sofrimento.

                        Deixe seu cão no local preferido da casa, de preferência com uma peça de roupa sua usada perto dele. Ligue o som, com uma música suave, feche as janelas e ligue o ar condicionado ou ventilador na modalidade mais barulhenta. Ofereça brinquedos interativos (existem vários tipos para rechear com petiscos, por exemplo) e não se despeça se for sair.

            Essas medidas não vão livrá-lo do medo, mas ajudam.

Se o seu animal apresenta sinais de pânico, procura se esconder e até mesmo “atravessar” paredes quando os fogos começam, e muitos podem quebrar até vidraças e janelas. Procure seu veterinário e converse sobre a possibilidade de medicá-lo. Evite consolá-lo. As palavras e gestos carinhosos que usamos para confortar um cão podem confundi-lo. Ele pode achar que estamos elogiando aquele comportamento medroso, fóbico.

Porque cachorro tem medo de fogos?

            Primeiro é importante entender o porquê de o cachorro sentir tanto medo de fogos. O cão possui audição muito sensível, podendo escutar a origem do som em até 6 centésimos de segundo e chegando a escutar até 45 mil hertz. Então, o som dos fogos (também alarmes e trovões) pode ser uma fonte de inquietação. Inicialmente essa sensibilidade se desenvolveu ao longo da evolução, com o intuito de detectar presas e aprimorar a comunicação com outros companheiros da matilha.
            Cachorro com medo de fogos. O que fazer? Veja algumas dicas para ajudar seu cachorro nesta hora.
            Conversar com um adestrador sobre o problema e começar a tratar a questão o quanto antes com treinamentos. Ficar acariciando o cachorro nesse momento não o ajuda a se ajustar ao barulho, e sim, pode estar incentivando o medo que ele está sentindo. Se o seu cachorro precisa estar em seu lugarzinho seguro durante o tempo em que os fogos de artifício estão sendo soltos, deixe que ele se esconda.As vezes o som da televisão ou do ventilador ajuda a abafar o barulho dos fogos lá fora.
            Mantenha a calma e projete essa confiança para o seu cachorro. Lembre-se que os cães são peritos em linguagem corporal e vão saber se você estiver só fingindo estar calma.
            Colocar um algodãozinho no ouvido do cachorro para que ele não escute com tanta intensidade o barulho.
Colocar o cão em uma coleira, sem estar apertada, para que ele não fuja.
Conferir o portão da sua casa. Essa atitude é importante pois muitos cães, quando estão com medo no momento dos fogos, fogem.
            Entre em contato com um homeopata para acompanhamento no tratamento de casos de ansiedade. Lembrando que nesse caso, o resultado não é imediato.

            Sempre converse com o seu veterinário sobre o problema. Em casos extremos, o profissional responsável pode prescrever um tranquilizante para que o cachorro mantenha a calma.
            Se possível, evite deixar seu cão sozinho em casa em dias que provavelmente soltarão fogos de artifício.

Por: Prof.Msc. Edris Queiroz – Biólogo – CRBio 31935D

IBIMM – Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente- CRBio- 537/01-SP

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Por que os tubarões atacam?

Por que os tubarões atacam ?

            Os tubarões são, talvez, as criaturas que mais aterrorizam as pessoas em todo o mundo. Sua temível aparência, tamanho grande e seu ambiente hostil se combinam para fazê-los parecer como os protagonistas de um pesadelo. A violência súbita de um ataque de tubarão é realmente uma experiência aterrorizante para a vítima. Mas os tubarões são, de fato, monstros assustadores que têm preferência por carne humana?
            Ainda que os ataques de tubarão possam parecer cruéis e brutais, é importante lembrar que eles não são criaturas do mal que caçam humanos constantemente. Eles são animais que obedecem seus instintos, como todos os outros. Como predadores no topo da cadeira alimentar do oceano, os tubarões são projetados para caçar e comer grandes quantidades de carne. A dieta de um tubarão consiste em outras criaturas do mar, principalmente peixes, tartarugas marinhas, baleias, leões-marinhos e focas. Os seres humanos não estão no cardápio dos tubarões. De fato, os humanos não fornecem carne com gordura suficiente para os tubarões, que precisam de muita energia para movimentar seus corpos grandes e musculosos.
            Se os tubarões não têm interesse em comer os humanos, por que eles nos atacam? A primeira dica vem de um padrão que a maioria dos tubarões segue. Na maioria dos ataques registrados, o tubarão morde a vítima, pára por alguns segundos (possivelmente arrastando a vítima pela água e sob a superfície), e depois a solta. É muito raro um tubarão fazer repetidos ataques e realmente comer uma vítima humana. O que acontece é que o tubarão confunde um ser humano com alguma coisa que ele geralmente come. Depois que ele sente o gosto, percebe que aquela não é a comida com a qual está acostumado e solta a pessoa.
            A confusão do tubarão é mais fácil de compreender se enxergarmos as coisas sob o ponto de vista do animal. Muitas vítimas de ataque são surfistas ou pessoas andando de boogie boards. Um tubarão nadando embaixo d água vê grosseiramente um formato oval com braços e pernas pendentes remando ao longo da superfície. Isto cria uma grande semelhança com um leão-marinho (a principal presa dos grandes tubarões-brancos) ou uma tartaruga marinha (uma comida comum para os tubarões-tigres).
            Filmes como "Tubarão" e relatos históricos sobre ataques (como aqueles em Nova Jersey em 1916) deram vazão ao mito do tubarão assassino. Este é aquele que decide se realmente gosta de comer seres humanos. Ele exibe um comportamento atípico, aparece fora de sua região habitual e faz ataques adicionais na mesma área durante vários dias.
            É impossível afirmar que não existe absolutamente nenhum tubarão assassino: tubarões individuais podem exibir comportamentos estranhos, possivelmente porque estão doentes ou machucados. Diferentes condições do oceano podem enviar tubarões para além de seu alcance enquanto eles perseguem espécies que são suas presas.
            Porém, não há nenhuma evidência que indique que os tubarões jamais "desenvolveram um gosto por carne humana". Mesmo se uma série de ataques ocorre em uma área, provavelmente diferentes tubarões são responsáveis por isso, porque eles tendem a viajar grandes distâncias em um único dia. Isto significa que o tubarão que fez o primeiro ataque provavelmente está a centenas de quilômetros de distância do local onde o segundo ataque ocorreu. Varrendo a área com barcos de pesca e matando tubarões horas depois de um ataque, é pouco provável conseguir capturar o tubarão específico responsável pelo ataque.
 




                                                                         

            Às vezes, o tubarão ataca porque está respondendo a uma agressão humana. Os tubarões de fundo, por exemplo, geralmente são peixes calmos que permanecem parados no fundo do oceano. Por alguma razão, isto faz com que alguns mergulhadores achem uma boa ideia puxar suas caudas.  Tubarões-dormedores irritados ensinaram muitos mergulhadores a não tocá-los. Por esta razão, as estatísticas de ataques de tubarão são divididas entre ataques provocados e não provocados.
            Mas não há motivo para pânico. A maioria dos tubarões bebê tem entre 35 e 70 centímetros e raramente chega perto da praia. Eles costumam ficar entre 3 e 15 quilômetros da costa, em uma faixa que varia entre 10 e 20 metros de profundidade. Já os adultos chegam ali apenas para procriar, e logo retornam para águas mais profundas. 
"O berçário é uma área adequada para o nascimento e desenvolvimento dos filhotes, num período em que eles estão mais expostos a predação e com alimento abundante.  Entre os frequentadores da maternidade marinha de Itanhaém e Peruíbe, estão duas espécies de cação-frango, que chega a 1 metro de comprimento quando adulto; duas de tubarão-galha-preta (2,5 m) e uma de tubarão-martelo (até 3 m). 

Espécies que podem atacar no litoral:

CABEÇA-CHATA (Carcharhinus leucas), até 3,5 metros - 
TUBARÃO-TIGRE (Galeocerdo cuvier) até 5 metros.
Por Prof. Msc. Edris Queiroz - Biólogo Marinho – CRBio-31935D

IBIMM – Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente – CRBio-537/01-SP

segunda-feira, 31 de março de 2014

Curso de Manejo de Fauna Silvestre e Exótica


CURSO DE MANEJO DE FAUNA SILVESTRE E EXÓTICA
Local:-
Nupebi – IBIMM – Jureia – Peruíbe- Litoral sul de SP
  Data – 26 e 27 de abril de 2014
Teórico e Prático: Biologia e Manejo de Animais Silvestres e Exóticos

Conteúdo Programático: Teórico e Prático
Biologia e manejo de Fauna silvestres e exóticas: Répteis, Anfíbios, Aves,  ANIMAIS MARINHOS - Visita Técnica Aquário de Peruibe
20 horas de atividades complementares com certificado valido para especialização.
Incluso: Hospedagem em Pousada Ecológica, Café da Manhã, almoço
Valor R$ 450,00 á vista ou em
2X vezes de R$ 250,00 no cartão

INFORMAÇÕES: WWW.IBIMM.ORG.BR OU pelo email: ibimm@ibimm.org.br










quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pragas Urbanas - Morcegos


Dicas sobre os morcegos:






Como vivem:
No mundo existem aproximadamente 950 espécies de morcegos, e para surpresa de muitos, sua pelagem pode ser não apenas de cinza à preta, mas também branca, castanha, amarelada e até mesmo avermelhada. Eles são os únicos mamíferos com capacidade de vôo, e vivem em grandes, médias, pequenas colônias, ou ás vezes até solitários.
Apesar de todos os morcegos enxergarem, os pequenos possuem um mecanismos conhecido como "sonar dos morcegos", que seria uma orientação através de ecos, assim como os golfinhos e as baleias. Eles emitem ondas sonoras ultra-sônicas (pelas narinas ou boca; dependendo das espécie). Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam em forma de ecos (ecolocalização), que são captados pelos ouvidos do morcego.
A capacidade de vôo talvez seja o motivo que tenha permitido aos morcegos explorarem diversos tipos de alimentos, como insetos, frutos, néctar, pólen, artrópodes, peixes, rãs, lagartos, pequenos pássaros, morcegos e sangue. Os insetívoros somam 70% desses mamíferos voadores. Para os fitófagos a reprodução está diretamente ligada à floração ou frutificação, ocorrendo portanto, em épocas diferentes do ano. Os hematófagos, por sua vez, não tem período definido, já que seu alimento (sangue) está disponível na natureza durante o ano todo. A gestação pode variar de dois à sete meses, dependendo da espécie e, geralmente nasce um filhote. Das quase 1.000 espécie apenas 3 são hematófagas, ou seja, sugadoras de sangue. Em média os morcegos vivem 15 anos e a partir de dois anos têm início a vida reprodutiva.
Animais de criação, e o gado em especial, na zona rural brasileira sofrem séria ameaça, em função dos ataques de morcegos vampiros. Já foram registrados também casos de ataques a seres humanos, alguns até feitos repetidas vezes sem que a vítima se desse conta, pois teve seu sangue sugado durante o sono.
Segundo Manual de Manejo e Controle de Morcegos em Áreas Urbanas e Rurais, Ministério da Saúde (1998) a raiva, doença que é viral, aguda e letal, pode ser transmitida não só pela mordedura, mas por arranhadura ou lambedura de qualquer espécie de morcego. A Histoplasmose por sua vez, se dá por inalação de esporos de fungos encontradas nas fezes acumuladas nos abrigos diurnos dos morcegos.
Devido as fezes acumuladas poderem provocar doenças respiratórias, devem ser colhidas com um aspirador de pó ou bem umedecidas com água para não ocorrer suspensão de partículas.
Dúvidas mais comuns em relação os morcegos:
Há morcegos em meu telhado. O que fazer ?
No Município do Rio de Janeiro, ocorrem cerca de 43 espécies de morcegos, das quais, pelo menos, sete são freqüentemente observadas refugiando-se em telhados. Trata-se de um fato corriqueiro no meio urbano, onde a grande quantidade de insetos permite a manutenção de grandes densidades populacionais destes mamíferos.
Porque os morcegos escolheram exatamente o meu telhado?
Antes das cidades, estes morcegos só empregavam como abrigo cavernas ou ocos de árvores, locais escolhidos pela temperatura e umidade constantes durante o ano todo. Com a construção de casas e conseqüente urbanização, os telhados com forros apresentaram-se como excelente opção para refúgio. Nestes locais, a temperatura é extremamente elevada, atingindo 55 graus centígrados ou mais e ainda há ausência de vento e facilidade de acesso.
Esses morcegos apresentam algum perigo?
As espécies que se refugiam em telhados são espécies insetívoras, isto é, alimentam de insetos enquanto voam sobre clareiras, rios, lagos ou áreas florestadas. São, portanto, espécies inofensivas e extremamente relevantes pelo controle de insetos que realizam. Um morcego de apenas quatro gramas pode ingerir 200 insetos em uma única noite.
O que fazer quando eles entram em casa? 
Alguns podem entrar na sua casa e Ter dificuldade de localizar a saída. Estes, geralmente, não conseguem levantar vôo do chão, necessitando de apoio para subir e então, decolar. Se não perseguidos, logo encontrarão a saída, devendo ser deixada aberta uma janela ou porta.
Que pó é esse que cai em casa?
Estas espécies de morcegos abandonam o refúgio pouco antes, durante ou logo após o crepúsculo para obter os insetos que se alimentam. Com apenas 70 a 90 minutos eles capturam grande quantidade de insetos, que são fragmentados com os dentes ainda durante o vôo e as partes comestíveis estocadas nas bochechas. Aos retornarem ao refúgio é que ingerem o alimento. Os morcegos sairão novamente, se necessário, logo antes do amanhecer para capturar mais insetos. Grande quantidade de fezes é acumulada no seu refúgio, e podem cair no interior da residência pelas frestas do forro.
Quantos morcegos podem estar no meu telhado? 
Morcegos são, em sua maioria cooperativos, isto é, formam haréns ou colônias, por vezes muito numerosas. No entanto, as espécies que habitam telhados não formam largas colônias.
Podem transmitir alguma doença?
Não apresentando hábito alimentar hematófogo, isto é, ingestão de sangue, pouco probabilidade de transmissão de doenças é apresentada com a proximidades destes animais. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados. Jamais segure um morcego em luvas, pois poderá ser mordido. Tampe a caixa d'água, principalmente se localizadas no telhado. Ao mexer no forro utilize máscaras protetoras para o nariz e boca.
Meu gato pegou um morcego. Preciso vaciná-lo novamente?
Cães e gatos precisam receber, anualmente, vacinação anti-rábica preventiva. Se já estiver vacinado, não é necessário revaciná-lo caso entre em contato com algum animal silvestre.

Prevenção
São muitas as razões para preservar os morcegos :
• São grandes controladores de insetos. Algumas espécies ingerem 200 ou mais insetos em apenas uma hora de vôo.
• São responsáveis pela formação de florestas. Ao ingerir um fruto, um morcego deixa cair as sementes distante do local original, onde nascerá nova árvore. Mais de 500 pequenas sementes podem ser transportadas por um único morcego a cada noite.
• Ajudam na reprodução de mais de 500 espécies de plantas, visitando as flores, como fazem, de dia, os beija-flores, transportando o pólen de flor em flor.
• Há morcegos que se alimentam de pequenos animais, incluindo os roedores, que tanto prejuízo trazem à agricultura.
• São largamente utilizados em pesquisas, incluindo a ação de medicamentos que, no futuro, serão empregados em benefício do homem.
• As fezes de morcegos constituem excelente adubo que são largamente explorados, até no desenvolvimento de adubos sintéticos
• Os morcegos tem sido analisados na utilização do sonar que poderá auxiliar o homem.
• A saliva do morcego vampiro, por ter forte ação anticoagulante, poderá ser largamente empregada para tratamento de várias doenças vasculares.
• Morcego é um importante elo na cadeia alimentar, seu desaparecimento poderá resultar em desequilíbrio e os inconvenientes resultantes poderão ser piores que os causados pela sua simples proximidade.
• Os morcegos são espécies silvestres e, no Brasil, estão protegidos pela Lei de Proteção à Fauna. Sua perseguição, caça ou destruição são consideradas como crime.


MORCEGOS
Lamentavelmente não conhecemos o funcionamento destes equipamentos e também não conhecemos nenhum trabalho cientifico a respeito, que prove a eficácia dos mesmos.

Segundo informações do mercado, estes equipamentos podem no primeiro momento causar uma certa estranheza aos roedores e morcegos, que é superada com muita brevidade,  fazendo com que os mesmos se acostumem com o som e continuem no ambiente.
Realmente a presença de morcegos nas residências é um problema a ser considerado. Além do mau cheiro de urina e fezes outros problemas podem aparecer. No acúmulo de fezes podem desenvolver fungos prejudiciais a saúde das pessoas.
Em primeiro lugar, você deve contatar o centro de zoonoses de sua cidade e avisá-los da presença destes animais. Provavelmente eles irão até a sua casa fazer a identificação dos morcegos. Existem espécies frugívoras, que se alimentam de frutas, espécies insetívoras, que se alimentam de insetos e as espécies hematófagas, que se alimentam de sangue.  Muitas vezes estes morcegos hematófagos são portadores do vírus da raiva e transmitem a doença para os animais os quais sugam o sangue. As espécies frugívoras e insetívoras são muito importantes para o meio ambiente, pois realizam a polinização de diversas espécies de plantas e controlam a população de insetos.
É importante que você saiba que existe uma lei que protege os animais silvestres (como os morcegos). Desta forma, não é permitido matá-los. É um crime inafiançável. Somente órgãos competentes podem matar morcegos, mesmo assim, somente os hematófagos.
Bem, para você contornar seu problema, sugerimos três alternativas que têm se mostrado eficientes. O ideal seria que você fizesse uso de todas elas. Troque algumas telhas do seu telhado por telhas de vidro, para permitir a entrada de luz dentro do forro. Os morcegos se escondem ali para fugir da luz do sol. Assim, você eliminaria o abrigo que atualmente é adequado para servir de esconderijo.
Para afugentar os que estão atualmente, jogue bolas de naftalina (aproximadamente 1 quilo para cada 50 metros quadrados de área). O cheiro da naftalina é insuportável para os morcegos.
Procure localizar por onde os morcegos entram no forro e vede completamente estas entradas.
Caso tenha algum morcego morto dentro do forro, utilize uma luva grossa para retirá-lo. Jamais pegue-o com as mãos desprotegidas.
Depois de afugentar os morcegos, você precisará tratar o local com um inseticida para matar os ácaros que os morcegos podem ter deixado lá. Retire as fezes, umedecendo-as antes. Isto é importante para que os esporos de fungos que eventualmente estiverem presentes nas fezes, não fiquem em suspensão no ar e você os aspire. Utilize botas, luvas grossas e máscara contra gases.
Não há nenhum veneno para matar morcegos, mas existem bons repelentes de morcegos.
Este tipo de problema só ocorre de forma sazonal, quando há frutos disponíveis. Caso a situação esteja difícil de suportar com paciência e respeito pelos morcegos que nesses períodos estão no local apenas para se alimentar, sem desejar importunar nem atacar os humanos, sugerimos uma poda severa nos galhos frutíferos e acompanhar o que acontece. Essas podas deverão ser feitas regularmente.
Lembramos que, caso ocorra algum acidente com mordida ou arranhão pelos morcegos, a pessoa acidentada deverá procurar imediatamente o posto de saúde para as medidas cabíveis, pois há risco, embora pequeno, da transmissão da raiva, mesmo pelas espécies não hematófagas. 
É importante que você saiba que existe uma lei que protege os animais silvestres (como os morcegos). Desta forma, não é permitido matá-los. É um crime inafiançável. Somente órgãos competentes podem matar morcegos, mesmo assim, somente os hematófagos.
No verão os morcegos novos estão aprendendo a voar. Podem estar confusos e perdidos, e acabam entrando através de uma porta ou uma janela aberta. Os morcegos adultos entram acidentalmente nos edifícios ou caem quando estão saindo dos lugares em que repousaram no inverno, ou do repouso da maternidade. Os morcegos não querem estar dentro das casas, assim como você não quer que eles estejam lá.
Geralmente, o morcego sairá por conta própria se você lhe der alguma ajuda. Confine-o a um quarto fechando portas, e a seguir abra uma parte da janela que dê para a parte externa desse quarto. Escureça as luzes para ajudar o morcego a encontrar a abertura, pois se houver muita luz o morcego se esconderá em um lugar escuro. O morcego poderá encontrar a parte externa da sua maneira, seguindo o movimento do ar exterior. Se esta forma não der resultados, então você pode ter que capturar o morcego. Recorde que os morcegos são protegidos por lei, portanto, você não pode matá-lo.
Primeiramente, utilize luvas de borracha bem grossa. Um morcego saudável não atacará uma pessoa, mesmo se for perseguido. Mas um morcego quando agarrado morderá para se defender. A raiva é rara nos morcegos, mas esta doença está lá e pode ser contraída por um arranhão ou por uma mordida.
Perseguir um morcego fará com que ele encontre um lugar seguro para esconder. Se o morcego estiver descansando quietamente, você poderá agarrá-lo (usando as luvas) ou colocar uma lata grande sobre ele. Em seguida que você pode deslizar a lata sobre uma folha de papel ou de cartão para mantê-lo dentro da lata, e depois você pode liberá-lo longe de casa.
Finalmente, se você for mordido por um morcego, prenda-o em um recipiente. Você precisará fazer exames para saber se contraiu raiva e o morcego deve ser mantido vivo para que sejam feitos os testes. Contate o departamento local de saúde imediatamente.

Abraços
Prof. Edris Queiroz
IBIMM – Instituto de Biologia


Primeiro Registro de Albinismo em Callithrix sp. na natureza: Relato de Caso e Revisão Bibliográfica

  Pesquisadores do Instituto IBIMM de Peruíbe-SP, relatam o primeiro registro confirmado de albinismo em(sagui) Callithrix sp. na natureza. ...