quinta-feira, 3 de abril de 2014

Por que os tubarões atacam?

Por que os tubarões atacam ?

            Os tubarões são, talvez, as criaturas que mais aterrorizam as pessoas em todo o mundo. Sua temível aparência, tamanho grande e seu ambiente hostil se combinam para fazê-los parecer como os protagonistas de um pesadelo. A violência súbita de um ataque de tubarão é realmente uma experiência aterrorizante para a vítima. Mas os tubarões são, de fato, monstros assustadores que têm preferência por carne humana?
            Ainda que os ataques de tubarão possam parecer cruéis e brutais, é importante lembrar que eles não são criaturas do mal que caçam humanos constantemente. Eles são animais que obedecem seus instintos, como todos os outros. Como predadores no topo da cadeira alimentar do oceano, os tubarões são projetados para caçar e comer grandes quantidades de carne. A dieta de um tubarão consiste em outras criaturas do mar, principalmente peixes, tartarugas marinhas, baleias, leões-marinhos e focas. Os seres humanos não estão no cardápio dos tubarões. De fato, os humanos não fornecem carne com gordura suficiente para os tubarões, que precisam de muita energia para movimentar seus corpos grandes e musculosos.
            Se os tubarões não têm interesse em comer os humanos, por que eles nos atacam? A primeira dica vem de um padrão que a maioria dos tubarões segue. Na maioria dos ataques registrados, o tubarão morde a vítima, pára por alguns segundos (possivelmente arrastando a vítima pela água e sob a superfície), e depois a solta. É muito raro um tubarão fazer repetidos ataques e realmente comer uma vítima humana. O que acontece é que o tubarão confunde um ser humano com alguma coisa que ele geralmente come. Depois que ele sente o gosto, percebe que aquela não é a comida com a qual está acostumado e solta a pessoa.
            A confusão do tubarão é mais fácil de compreender se enxergarmos as coisas sob o ponto de vista do animal. Muitas vítimas de ataque são surfistas ou pessoas andando de boogie boards. Um tubarão nadando embaixo d água vê grosseiramente um formato oval com braços e pernas pendentes remando ao longo da superfície. Isto cria uma grande semelhança com um leão-marinho (a principal presa dos grandes tubarões-brancos) ou uma tartaruga marinha (uma comida comum para os tubarões-tigres).
            Filmes como "Tubarão" e relatos históricos sobre ataques (como aqueles em Nova Jersey em 1916) deram vazão ao mito do tubarão assassino. Este é aquele que decide se realmente gosta de comer seres humanos. Ele exibe um comportamento atípico, aparece fora de sua região habitual e faz ataques adicionais na mesma área durante vários dias.
            É impossível afirmar que não existe absolutamente nenhum tubarão assassino: tubarões individuais podem exibir comportamentos estranhos, possivelmente porque estão doentes ou machucados. Diferentes condições do oceano podem enviar tubarões para além de seu alcance enquanto eles perseguem espécies que são suas presas.
            Porém, não há nenhuma evidência que indique que os tubarões jamais "desenvolveram um gosto por carne humana". Mesmo se uma série de ataques ocorre em uma área, provavelmente diferentes tubarões são responsáveis por isso, porque eles tendem a viajar grandes distâncias em um único dia. Isto significa que o tubarão que fez o primeiro ataque provavelmente está a centenas de quilômetros de distância do local onde o segundo ataque ocorreu. Varrendo a área com barcos de pesca e matando tubarões horas depois de um ataque, é pouco provável conseguir capturar o tubarão específico responsável pelo ataque.
 




                                                                         

            Às vezes, o tubarão ataca porque está respondendo a uma agressão humana. Os tubarões de fundo, por exemplo, geralmente são peixes calmos que permanecem parados no fundo do oceano. Por alguma razão, isto faz com que alguns mergulhadores achem uma boa ideia puxar suas caudas.  Tubarões-dormedores irritados ensinaram muitos mergulhadores a não tocá-los. Por esta razão, as estatísticas de ataques de tubarão são divididas entre ataques provocados e não provocados.
            Mas não há motivo para pânico. A maioria dos tubarões bebê tem entre 35 e 70 centímetros e raramente chega perto da praia. Eles costumam ficar entre 3 e 15 quilômetros da costa, em uma faixa que varia entre 10 e 20 metros de profundidade. Já os adultos chegam ali apenas para procriar, e logo retornam para águas mais profundas. 
"O berçário é uma área adequada para o nascimento e desenvolvimento dos filhotes, num período em que eles estão mais expostos a predação e com alimento abundante.  Entre os frequentadores da maternidade marinha de Itanhaém e Peruíbe, estão duas espécies de cação-frango, que chega a 1 metro de comprimento quando adulto; duas de tubarão-galha-preta (2,5 m) e uma de tubarão-martelo (até 3 m). 

Espécies que podem atacar no litoral:

CABEÇA-CHATA (Carcharhinus leucas), até 3,5 metros - 
TUBARÃO-TIGRE (Galeocerdo cuvier) até 5 metros.
Por Prof. Msc. Edris Queiroz - Biólogo Marinho – CRBio-31935D

IBIMM – Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente – CRBio-537/01-SP

segunda-feira, 31 de março de 2014

Curso de Manejo de Fauna Silvestre e Exótica


CURSO DE MANEJO DE FAUNA SILVESTRE E EXÓTICA
Local:-
Nupebi – IBIMM – Jureia – Peruíbe- Litoral sul de SP
  Data – 26 e 27 de abril de 2014
Teórico e Prático: Biologia e Manejo de Animais Silvestres e Exóticos

Conteúdo Programático: Teórico e Prático
Biologia e manejo de Fauna silvestres e exóticas: Répteis, Anfíbios, Aves,  ANIMAIS MARINHOS - Visita Técnica Aquário de Peruibe
20 horas de atividades complementares com certificado valido para especialização.
Incluso: Hospedagem em Pousada Ecológica, Café da Manhã, almoço
Valor R$ 450,00 á vista ou em
2X vezes de R$ 250,00 no cartão

INFORMAÇÕES: WWW.IBIMM.ORG.BR OU pelo email: ibimm@ibimm.org.br










quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Pragas Urbanas - Morcegos


Dicas sobre os morcegos:






Como vivem:
No mundo existem aproximadamente 950 espécies de morcegos, e para surpresa de muitos, sua pelagem pode ser não apenas de cinza à preta, mas também branca, castanha, amarelada e até mesmo avermelhada. Eles são os únicos mamíferos com capacidade de vôo, e vivem em grandes, médias, pequenas colônias, ou ás vezes até solitários.
Apesar de todos os morcegos enxergarem, os pequenos possuem um mecanismos conhecido como "sonar dos morcegos", que seria uma orientação através de ecos, assim como os golfinhos e as baleias. Eles emitem ondas sonoras ultra-sônicas (pelas narinas ou boca; dependendo das espécie). Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam em forma de ecos (ecolocalização), que são captados pelos ouvidos do morcego.
A capacidade de vôo talvez seja o motivo que tenha permitido aos morcegos explorarem diversos tipos de alimentos, como insetos, frutos, néctar, pólen, artrópodes, peixes, rãs, lagartos, pequenos pássaros, morcegos e sangue. Os insetívoros somam 70% desses mamíferos voadores. Para os fitófagos a reprodução está diretamente ligada à floração ou frutificação, ocorrendo portanto, em épocas diferentes do ano. Os hematófagos, por sua vez, não tem período definido, já que seu alimento (sangue) está disponível na natureza durante o ano todo. A gestação pode variar de dois à sete meses, dependendo da espécie e, geralmente nasce um filhote. Das quase 1.000 espécie apenas 3 são hematófagas, ou seja, sugadoras de sangue. Em média os morcegos vivem 15 anos e a partir de dois anos têm início a vida reprodutiva.
Animais de criação, e o gado em especial, na zona rural brasileira sofrem séria ameaça, em função dos ataques de morcegos vampiros. Já foram registrados também casos de ataques a seres humanos, alguns até feitos repetidas vezes sem que a vítima se desse conta, pois teve seu sangue sugado durante o sono.
Segundo Manual de Manejo e Controle de Morcegos em Áreas Urbanas e Rurais, Ministério da Saúde (1998) a raiva, doença que é viral, aguda e letal, pode ser transmitida não só pela mordedura, mas por arranhadura ou lambedura de qualquer espécie de morcego. A Histoplasmose por sua vez, se dá por inalação de esporos de fungos encontradas nas fezes acumuladas nos abrigos diurnos dos morcegos.
Devido as fezes acumuladas poderem provocar doenças respiratórias, devem ser colhidas com um aspirador de pó ou bem umedecidas com água para não ocorrer suspensão de partículas.
Dúvidas mais comuns em relação os morcegos:
Há morcegos em meu telhado. O que fazer ?
No Município do Rio de Janeiro, ocorrem cerca de 43 espécies de morcegos, das quais, pelo menos, sete são freqüentemente observadas refugiando-se em telhados. Trata-se de um fato corriqueiro no meio urbano, onde a grande quantidade de insetos permite a manutenção de grandes densidades populacionais destes mamíferos.
Porque os morcegos escolheram exatamente o meu telhado?
Antes das cidades, estes morcegos só empregavam como abrigo cavernas ou ocos de árvores, locais escolhidos pela temperatura e umidade constantes durante o ano todo. Com a construção de casas e conseqüente urbanização, os telhados com forros apresentaram-se como excelente opção para refúgio. Nestes locais, a temperatura é extremamente elevada, atingindo 55 graus centígrados ou mais e ainda há ausência de vento e facilidade de acesso.
Esses morcegos apresentam algum perigo?
As espécies que se refugiam em telhados são espécies insetívoras, isto é, alimentam de insetos enquanto voam sobre clareiras, rios, lagos ou áreas florestadas. São, portanto, espécies inofensivas e extremamente relevantes pelo controle de insetos que realizam. Um morcego de apenas quatro gramas pode ingerir 200 insetos em uma única noite.
O que fazer quando eles entram em casa? 
Alguns podem entrar na sua casa e Ter dificuldade de localizar a saída. Estes, geralmente, não conseguem levantar vôo do chão, necessitando de apoio para subir e então, decolar. Se não perseguidos, logo encontrarão a saída, devendo ser deixada aberta uma janela ou porta.
Que pó é esse que cai em casa?
Estas espécies de morcegos abandonam o refúgio pouco antes, durante ou logo após o crepúsculo para obter os insetos que se alimentam. Com apenas 70 a 90 minutos eles capturam grande quantidade de insetos, que são fragmentados com os dentes ainda durante o vôo e as partes comestíveis estocadas nas bochechas. Aos retornarem ao refúgio é que ingerem o alimento. Os morcegos sairão novamente, se necessário, logo antes do amanhecer para capturar mais insetos. Grande quantidade de fezes é acumulada no seu refúgio, e podem cair no interior da residência pelas frestas do forro.
Quantos morcegos podem estar no meu telhado? 
Morcegos são, em sua maioria cooperativos, isto é, formam haréns ou colônias, por vezes muito numerosas. No entanto, as espécies que habitam telhados não formam largas colônias.
Podem transmitir alguma doença?
Não apresentando hábito alimentar hematófogo, isto é, ingestão de sangue, pouco probabilidade de transmissão de doenças é apresentada com a proximidades destes animais. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados. Jamais segure um morcego em luvas, pois poderá ser mordido. Tampe a caixa d'água, principalmente se localizadas no telhado. Ao mexer no forro utilize máscaras protetoras para o nariz e boca.
Meu gato pegou um morcego. Preciso vaciná-lo novamente?
Cães e gatos precisam receber, anualmente, vacinação anti-rábica preventiva. Se já estiver vacinado, não é necessário revaciná-lo caso entre em contato com algum animal silvestre.

Prevenção
São muitas as razões para preservar os morcegos :
• São grandes controladores de insetos. Algumas espécies ingerem 200 ou mais insetos em apenas uma hora de vôo.
• São responsáveis pela formação de florestas. Ao ingerir um fruto, um morcego deixa cair as sementes distante do local original, onde nascerá nova árvore. Mais de 500 pequenas sementes podem ser transportadas por um único morcego a cada noite.
• Ajudam na reprodução de mais de 500 espécies de plantas, visitando as flores, como fazem, de dia, os beija-flores, transportando o pólen de flor em flor.
• Há morcegos que se alimentam de pequenos animais, incluindo os roedores, que tanto prejuízo trazem à agricultura.
• São largamente utilizados em pesquisas, incluindo a ação de medicamentos que, no futuro, serão empregados em benefício do homem.
• As fezes de morcegos constituem excelente adubo que são largamente explorados, até no desenvolvimento de adubos sintéticos
• Os morcegos tem sido analisados na utilização do sonar que poderá auxiliar o homem.
• A saliva do morcego vampiro, por ter forte ação anticoagulante, poderá ser largamente empregada para tratamento de várias doenças vasculares.
• Morcego é um importante elo na cadeia alimentar, seu desaparecimento poderá resultar em desequilíbrio e os inconvenientes resultantes poderão ser piores que os causados pela sua simples proximidade.
• Os morcegos são espécies silvestres e, no Brasil, estão protegidos pela Lei de Proteção à Fauna. Sua perseguição, caça ou destruição são consideradas como crime.


MORCEGOS
Lamentavelmente não conhecemos o funcionamento destes equipamentos e também não conhecemos nenhum trabalho cientifico a respeito, que prove a eficácia dos mesmos.

Segundo informações do mercado, estes equipamentos podem no primeiro momento causar uma certa estranheza aos roedores e morcegos, que é superada com muita brevidade,  fazendo com que os mesmos se acostumem com o som e continuem no ambiente.
Realmente a presença de morcegos nas residências é um problema a ser considerado. Além do mau cheiro de urina e fezes outros problemas podem aparecer. No acúmulo de fezes podem desenvolver fungos prejudiciais a saúde das pessoas.
Em primeiro lugar, você deve contatar o centro de zoonoses de sua cidade e avisá-los da presença destes animais. Provavelmente eles irão até a sua casa fazer a identificação dos morcegos. Existem espécies frugívoras, que se alimentam de frutas, espécies insetívoras, que se alimentam de insetos e as espécies hematófagas, que se alimentam de sangue.  Muitas vezes estes morcegos hematófagos são portadores do vírus da raiva e transmitem a doença para os animais os quais sugam o sangue. As espécies frugívoras e insetívoras são muito importantes para o meio ambiente, pois realizam a polinização de diversas espécies de plantas e controlam a população de insetos.
É importante que você saiba que existe uma lei que protege os animais silvestres (como os morcegos). Desta forma, não é permitido matá-los. É um crime inafiançável. Somente órgãos competentes podem matar morcegos, mesmo assim, somente os hematófagos.
Bem, para você contornar seu problema, sugerimos três alternativas que têm se mostrado eficientes. O ideal seria que você fizesse uso de todas elas. Troque algumas telhas do seu telhado por telhas de vidro, para permitir a entrada de luz dentro do forro. Os morcegos se escondem ali para fugir da luz do sol. Assim, você eliminaria o abrigo que atualmente é adequado para servir de esconderijo.
Para afugentar os que estão atualmente, jogue bolas de naftalina (aproximadamente 1 quilo para cada 50 metros quadrados de área). O cheiro da naftalina é insuportável para os morcegos.
Procure localizar por onde os morcegos entram no forro e vede completamente estas entradas.
Caso tenha algum morcego morto dentro do forro, utilize uma luva grossa para retirá-lo. Jamais pegue-o com as mãos desprotegidas.
Depois de afugentar os morcegos, você precisará tratar o local com um inseticida para matar os ácaros que os morcegos podem ter deixado lá. Retire as fezes, umedecendo-as antes. Isto é importante para que os esporos de fungos que eventualmente estiverem presentes nas fezes, não fiquem em suspensão no ar e você os aspire. Utilize botas, luvas grossas e máscara contra gases.
Não há nenhum veneno para matar morcegos, mas existem bons repelentes de morcegos.
Este tipo de problema só ocorre de forma sazonal, quando há frutos disponíveis. Caso a situação esteja difícil de suportar com paciência e respeito pelos morcegos que nesses períodos estão no local apenas para se alimentar, sem desejar importunar nem atacar os humanos, sugerimos uma poda severa nos galhos frutíferos e acompanhar o que acontece. Essas podas deverão ser feitas regularmente.
Lembramos que, caso ocorra algum acidente com mordida ou arranhão pelos morcegos, a pessoa acidentada deverá procurar imediatamente o posto de saúde para as medidas cabíveis, pois há risco, embora pequeno, da transmissão da raiva, mesmo pelas espécies não hematófagas. 
É importante que você saiba que existe uma lei que protege os animais silvestres (como os morcegos). Desta forma, não é permitido matá-los. É um crime inafiançável. Somente órgãos competentes podem matar morcegos, mesmo assim, somente os hematófagos.
No verão os morcegos novos estão aprendendo a voar. Podem estar confusos e perdidos, e acabam entrando através de uma porta ou uma janela aberta. Os morcegos adultos entram acidentalmente nos edifícios ou caem quando estão saindo dos lugares em que repousaram no inverno, ou do repouso da maternidade. Os morcegos não querem estar dentro das casas, assim como você não quer que eles estejam lá.
Geralmente, o morcego sairá por conta própria se você lhe der alguma ajuda. Confine-o a um quarto fechando portas, e a seguir abra uma parte da janela que dê para a parte externa desse quarto. Escureça as luzes para ajudar o morcego a encontrar a abertura, pois se houver muita luz o morcego se esconderá em um lugar escuro. O morcego poderá encontrar a parte externa da sua maneira, seguindo o movimento do ar exterior. Se esta forma não der resultados, então você pode ter que capturar o morcego. Recorde que os morcegos são protegidos por lei, portanto, você não pode matá-lo.
Primeiramente, utilize luvas de borracha bem grossa. Um morcego saudável não atacará uma pessoa, mesmo se for perseguido. Mas um morcego quando agarrado morderá para se defender. A raiva é rara nos morcegos, mas esta doença está lá e pode ser contraída por um arranhão ou por uma mordida.
Perseguir um morcego fará com que ele encontre um lugar seguro para esconder. Se o morcego estiver descansando quietamente, você poderá agarrá-lo (usando as luvas) ou colocar uma lata grande sobre ele. Em seguida que você pode deslizar a lata sobre uma folha de papel ou de cartão para mantê-lo dentro da lata, e depois você pode liberá-lo longe de casa.
Finalmente, se você for mordido por um morcego, prenda-o em um recipiente. Você precisará fazer exames para saber se contraiu raiva e o morcego deve ser mantido vivo para que sejam feitos os testes. Contate o departamento local de saúde imediatamente.

Abraços
Prof. Edris Queiroz
IBIMM – Instituto de Biologia


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pragas Urbanas - traças



Traças





A Traça é a larva da borboleta (Lepidópteros) que, segundo a espécie, se desenvolve em ambientes variados, trazendo danos à várias coisas: trajes, Tapetes, cereais, árvores frutíferas.
As Traças fazem parte dos insetos domésticos, são pequenas borboletas de asas sútis que fazem só breves vôos, estas são os adultos das Traças
As Traças no estado de borboleta quando as vemos voarem em nossas cozinhas, armários, despensas, depósitos em geral, não constituem mais causa de infestação porque tratam-se de Traças fêmeas, que já terão depositado os ovos, ou de Traças machos que já terão concluso seu ciclo de reprodução, mas seguramente outros machos e outras fêmeas escondidos estarão se reproduzindo.
Mas os verdadeiros responsáveis pela infestação das Traças são as larvas dotadas de um aparato mastigador com mandíbulas muito desenvolvidas com as quais provocam danos grandes nas nossas casas, armazéns e estabelecimentos.
Se diferenciam em duas categorias: Traças dos tecidos e Traças dos alimentos.
TINEA PELLIONELLA L.
Esta Traça está entre as duas mais difusas na Itália; é a Traça da lã, das peles e dos panos, pertencentes à família dos Tineidae. A dieta das suas larvas é constituida de queratina, substância que encontram sob os substratos orgânicos: peles, plumas, pêlos de ovelhas, alpacas, lã com uma particular preferência pelo cashemir, mas também seda e as vezes fibras vegetais como o algodão.
CICLO VITAL
As fêmeas das Traças depositam diretamente sobre os materiais aonde as larvas poderão nutrir-se. O tempo necessário para o desenvolvimento completo da traça ao estado larval é de 2-3 meses. Neste período, a traça cria um refúgio construído cortando os pêlos na base que depois une com uma baba sedosa. Neste casulo, que cresce na mesma medida com que cresce a larva (1cm cerca) se desenvolve a crisálida.
A temperatura optimal para o desenvolvimento das Traças é de 25°C e uma humidade de 75%, e em um ano podem desenvolver-se 2 ou 3 gerações de Traças.
TINEOLA BISSELIELLA HUM.
É a segunda Traça mais difusa na Itália, é a traça da lã por excelência, mas é também definida como Traça dos panos. Ela também pertence à família dos Tineidae, mas em caso de necessidade ataca também, peliças plumas, escovas e pincéis.
CICLO VITAL
A Traça adulta é semelhante à traça dos alimentos, atinge os 5-8 cm de comprimento, é de cor amarela ou cinza, deposita os ovos diretamente sobre o mesmo material que servirá de nutrimento para as larvas, reconhecidas pela sua cabeça marron e corpo branco, porém a diferença das larvas da traça Tinea pellionella L, elas não constróem um casulo protetivo, mas tecem tubos sedosos leves e chegam a um comprimento de 12mm.
A fêmea adulta desta traça é reconhecível porque não voa, mas se move com pequenos pulos.
Também para esta espécie de traça a temperatura optimal é sempre os 25°C e 75% de humidade e sobretudo adoram os lugares escuros.
PLODIA INTERPUNCTELLA
Este é o nome verdadeiro da traça do alimento, e são aquelas borboletinhas que se encontram nas pequenas e grandes despensas, mas não são considerados verdadeiras e próprias Traças, porque atacam alimentos como farinha, legumes, espécies, chá, arroz cereais etc, e a sua dieta não é a base de queratina.
Esta categoria de Traça não é difusa somente em nosso país, mas em todo o globo terrestre.
CICLO VITAL
O ciclo vital da traça do alimento inicia em março e termina no mês de outubro.
A fêmea desta traça deposita cerca de 300 ovos e o desenvolvimento das larvas dura 41 semanas durante as quais se nutrem e metabolizam tudo aquilo que encontram na despensa, infestando qualquer coisa e são capazes de se infiltrar também nos recepientes herméticos.

PREVENÇÃO À INFESTAÇÃO DAS TRAÇAS
Tratando-se de Lepidópteros, ou seja insetos que voam, a infestaçao da Traças pode chegar do externo em nossas casas e nos depósitos e armazéns, mas também através de material, seja alimentar que tecido animal, já infestado.
Portanto, ao prevenir uma infestação de Traças, o primeiro intervento útil consiste num atencioso controle dos indumentos ou outro matérial que entra no ambiente em qual vivemos.
As Traças são insetos que preferem uma temperatura quente-húmida, então um adicional estratégia útil será aquele de colocar os indumentos em locais prevenidamente limpos e desinfestados, e em ambientes de baixa temperatura, areados e secos.
As larvas das Traças se nutrem de queratina, mas têm também necessidade para sobreviverem, de gordura que encontram nos tecidos não adequadamente limpos. Por isso uma ação preventiva consiste em colocar os vestuários limpos e lavados ou então escovar o pó deles, estendendo-os ao ar livre, usando um desengordurante sobre as partes como os colarinhos e punhos aonde as larvas das Traças podem encontrar a gordura da qual necessitam, enfim usar recepientes de plástico para protege-los no tempo.
Restam entretanto de fundamental importância para a proteção completa dos nossos indumentos, o uso de produtos anti-traças. Existem produtos químicos, mas tambem naturais como a lavanda, a menta, o cedro (essências) que não são nocivos e Tóxicos, como as tradicionais cânfora e naftalina.
Também a cor amarela é um ótimo anti-traça.
Outros úteis sistemas de prevenção podem ser as telas mosquiteiras, lâmpadas à luz UV que capturam os adultos, é sempre muito importante a cautelosa limpeza e Remoção do pó constituído de fibra de lã, pêlos de peliça, seda e algodão sobretudo nas empresas de trabalho e depósitos destes materiais.
O controle, sobretudo na primavera, é quase que indispensável para verificar eventuais presenças de borboletas das Traças ou das larvas.

"Traça é um problema muito comum nas casas das pessoas. Em livros, em armários e até mesmo nos cantos das paredes e tetos. As traças infestam a casa e são capazes de destruir livros e roupas. Ambientes com pouca luz, muita umidade e muito calor são os mais propícios para o aparecimento de traças.
As traças são um grande problema das cidades, sendo que as mesmas são divididas em duas ordens: as traças da ordem Lepidóptera, que atacam roupas e produtos armazenados, e as traças da ordem Thysanura, que atacam livros e papéis.  Neste artigo, daremos principal atenção às traças que atacam as roupas. Saiba agora como evitar que essas traças façam um estrago em seu guarda-roupa:Conserte quaisquer vazamentos que possam existir em seus encanamentos, e elimine os pontos de umidade que possam existir dentro de armários e em frestas nas paredes. Traças adoram umidade e sujeira;Não guarde, nem acumule papéis, revistas, livros e jornais dentro de armários e tampouco coloque os mesmos próximos a suas roupas. Se precisar ter livros e revistas em casa, armazene-os em um local bem arejado, num local da casa que tenha sol.;Faça a limpeza de sua casa regularmente, retirando o pó acumulado nos quadros, nos móveis, nas cortinas e nos tapetes;Utilize um pano embebido em água e vinagre branco para limpar armário e gavetas a cada quinze dias no máximo;Em hipótese alguma guarde roupa que esteja úmida e/ou suja dentro dos armários ou das cômodas. Isto cria um ambiente mais que propicio para o aparecimento das traças;Lave com frequência mínima de uma semana a roupa de cama, as toalhas de banho, as toalhas de rosto, os panos de copa e as toalhas de mesa utilizada em sua casa;Na hora de limpar a casa, evite o uso de vassouras e espanadores, utilizando, se possível, aspirador de pó;Existem produtos que auxiliam no controle e eliminação de traças. Porém, deve-se ter o cuidado de verificar se o principio ativo do produto não manchará as roupas ou deixará manchas, resíduos e odores nas mesmas. Um exemplo de produto que funciona é a naftalina, entretanto, a inalação do odor destes produtos pode ser prejudicial à saúde, fazendo mal para o fígado e para o rim. Por isso, dê preferência para produtos naturais, tais como uso de folhas de louro, pimenta em grão, folhas de alfazema, lavanda, raspas de cedro. Todos estes produtos podem ser encontrados na forma de sache. Se você utilizá-los dentro dos armários e nas gavetas onde guarda roupas ou papeis, vai manter as traças afastadas de suas roupas e livros."





Outras dicas:

Naftalina funciona muito bem. 

- Ramo de louro ( a planta ) é ótimo, e não deixa cheiro. 

- Feixes de salsa, tomilho, hortelã e alfazema também afugentam esses animais.

- Goma de polvilho com acido bórico também é ótimo. 

- Bolas de naftalina colocadas perto do lixo eliminam o mau cheiro e afastam os insetos

- Para espantar as traças, espalhe pelos armários e gavetas um pouco de pimenta-do-reino em grão ou naftalina. 

- Para traças salpique uma mistura de ácido bórico e açúcar nas áreas afetadas. 

- Para repelir traças, use saches de cânfora: pegue alguns pedaços de cânfora equivalente a uma colher (cafezinho), embrulhe com pedaços de tule ou renda, amarre um laço de fita e os guarde nos armários e nas gavetas, com a vantagem de terem um cheirinho mais agradável.

Algumas medidas podem ajudar a combater também:

1 - Remover frequentemente a poeira dos móveis, estantes, quadros, cortinas e tapetes.

2 - Evitar o acúmulo de papéis e roupas velhas, guardando-os em locais protegidos e submetidos à limpeza constante.

3 - Vistoriar frequentemente, gavetas e móveis onde estejam guardados tecidos, roupas de cama e roupas de lã.

4 - Guardar cereais e massas alimentícias em recipientes fechados. 

Controlar traças não é fácil, porém é possível. Basta bastante aplicação, cuidado e dedicação.

Boa sorte e um grande abraço!

Prof. Edris Queiroz
IBIMM – Instituto de Biologia



Primeiro Registro de Albinismo em Callithrix sp. na natureza: Relato de Caso e Revisão Bibliográfica

  Pesquisadores do Instituto IBIMM de Peruíbe-SP, relatam o primeiro registro confirmado de albinismo em(sagui) Callithrix sp. na natureza. ...