1º Curso de Introdução a Falcoaria e Manejo de Aves de Rapina - no IBIMM
Dias 23 e 24 de agosto de 2014
Apenas 15 vagas
Com tudo incluso (café da manha, almoço, pousada)
Valor do Investimento: R$ 499,00 á vista
Equipe Técnica:
Palestrantes: Prof. Alexandre Martins – Especialista em Manejo de Fauna Silvestre – pela PUC de Sorocaba
Prof. Mestre - Edris Queiroz – Especialista em Educação Ambiental
Prof. Dr. Flávio Sousa – Médico Veterinário especialista em Aves Silvestres e Exóticas
Biólogo Fábio Barata – Guia de Aves Noturnas
Conteúdo Programático:
O que é falcoaria
Biologia de aves de rapina
Legislação Ambiental
Aves na falcoaria
Equipamentos
Alimentação, Saúde,doenças,cuidados
Voo com fiador, voo livre em campo
Prática e manejo de
Saída noturna para Observação de aves
Apoio: Clinica Veterinária Pet Shop Agua Viva (http://www.petshopaguaviva.com.br/)
Reservas:
Banco: Caixa Econômica Federal
Ag. 0250 - conta corrente: 3245-4
Favorecido: Instituto de Biologia Marinha
Cnpj. -10.795.875/0001-80
enviar comprovante via email.
biologia@ibimm.org.br
www.ibimm.org.br
Tudo sobre o mundo da biologia, anatomia veterinária,comentários sobre a profissão, programas de estágios nas áreas de biologia, biologia marinha, medicina veterinária, comitês de ética, tubarões,raias, tartarugas marinhas, osteologia, taxidermia, educação ambiental, cursos, expedições, programas de TV e muito mais!
domingo, 6 de julho de 2014
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Concurso para nome da Coruja tyto alba ( suindara) Mascote do IBIMM
Olá Pessoal, Sou uma coruja Suindara, Tyto alba,(nova mascote do IBIMM) nascida em cativeiro e legalizada pelo IBAMA. Tenho 01 e 03 meses de idade, ainda não tenho nome e venho aqui para você me ajudar a escolher! O nome mais bonito escolhido irá ganhar um curso de Aves de Rapina no IBIMM , em agosto de 2014, com tudo incluso. Mas para isto você deve curtir a página do IBIMM, no facebook (precisamos de 5.000 curtidas para um projeto de conservação de aves de rapina que vamos lançar). Para concorrer você deve enviar um email para biologia@ibimm.org.br.
Mais informações no site do IBIMM - www.ibimm.org.br
Serão aceitas sugestões até o dia 31/07/2014 e para quem curtiu a página do IBIMM, no facebook.
Vamos compartilhar!! até breve no curso.. abraços para todos!!!
Serão aceitas sugestões até o dia 31/07/2014 e para quem curtiu a página do IBIMM, no facebook.
Vamos compartilhar!! até breve no curso.. abraços para todos!!!
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Curso: Introdução a Biologia e Manejo de Anfíbios
Palestrante: Prof. Wesley Daniel Souza dos Santos –
Biólogo em anfíbios e Prof. Alexandre Martins – especialista em Fauna pela PUC
de Sorocaba-SP
Horário: 09:00 horas até 18:00 horas.
Horas
aulas: 20 horas aulas
(diurno e noturno)
Investimento: R$ 299,00 á vista ou 50% na reserva e 50% o dia do
curso.
Incluso:
Alojamento em Pousada Ecológica, café da manha, almoço e certificado.
Vagas:
20 vagas
Conteúdo Programático:
Curso
teórico: Caracterização
da classe Amphibia, Conceito, Origem Evolutiva, Classificação Sistemática,
Ordens e Principais Famílias, Reprodução, Metamorfose dos Anfíbios, Girinos e
sua Ecologia, Vocalização, Cuidado Parental, Troca de Gases, sistemas
(respiratório, circulatório, nervoso, reprodutor, digestório, locomotor,
excretor), Respiração Cutânea, Permeabilidade à Água, Ingestão e Armazenamento
de Água, Mecanismos de Defesa, Mimetismo, Conservação dos Anfíbios, Principais
Ameaças, Espécies Ameaçadas de Extinção, Espécies da Mata Atlântica, Relevância
Ecológica e Econômica, Projetos de Conservação, Coleta e Armazenamento de
Anfíbios, Métodos de Coleta, Técnicas de Coleta, Principais Pesquisadores,
Leituras Recomendadas, Locais para Visitação.
Curso
prático: Postura em
campo, observação do animal em seu habitat, coleta de exemplares, colocação de
armadilhas, manuseio do animal, estudo da vocalização.
Público-alvo:
Estudantes e graduados
de Biologia, áreas afins e outros interessados, sem vivência em estudos de
campo.
Todos
os participantes deverão levar:
- Gravador
(Opcional. Celulares com a função gravador pode ser utilizado)
- Lanterna
- Calça
comprida, camisa de manga comprida ou blusa (luva, se achar necessário)
- Tênis
extra
Reservas: pelo
email ou telefones: 13-3457-9485 – 11-99626-9411
Dados para
reservas:
Depósito:
Banco: Caixa
Econômica Federal
Ag. 0250
Natureza da
operação: 003
Conta corrente:
3245-4
Favorecido:
Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente
Enviar
comprovante para garantir vaga.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Tubarões: Mitos e Verdades
Tubarão ou cação? Mitos e verdades sobre tubarões

Calcula-se
que os tubarões existam há cerca de 450 milhões de anos, sem grandes alterações
em sua morfologia,
o que sugere um bom nível de adaptação e evolução. Ocuparam diversos nichos ecológicos, desde os mares
tropicais aos oceanos Ártico e Antártico.
Estes
seres providos de estrutura corporal hidrodinâmica são criaturas importantes em
quase todos os ecossistemas marinhos. A quase
totalidade dos tubarões é marinha, carnívora e pelágica,
habitando águas costeiras e oceânicas da maioria dos mares e oceanos, quer na
sua superfície, quer na sua profundidade, mas existem espécies que podem
adentrar em riso por até 5.000 km.
Possuem
tamanho e forma variada, podendo medir de 15cm até 18 metros.
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Além de coloca-los na mesa de
jantar, o homem vem a um bom tempo pesquisando os tubarões e descobrindo
novos usos médicos e substâncias com potencial farmacêutico. A idéia de que o
tubarão poderia realmente beneficiar a saúde humana foi estabelecida algumas
décadas atrás.
A vitamina A foi suprida primariamente
pelo óleo de fígado do tubarão até 1947, quando pela primeira vez foi
sintetizada em laboratório. Em 1916, um cientista japonês isolou do óleo de
fígado do tubarão uma substância denominada esqualena (hidrocarboneto), que
até hoje é empregada nas indústrias cosméticas e farmacêuticas, como base
para cremes de beleza, remédios e pomadas. O líquido oleoso era também, por
razões até hoje desconhecidas, altamente efetivo no retrocesso das
hemorroidas humanas. As pesquisas atuais indicam que o óleo de seu fígado
parece contribuir na produção de células brancas do sangue humano. Alguns
ácidos polinsaturados extraídos do fígado têm-se mostrado úteis como
anticoagulantes no tratamento de algumas formas sérias de ataque do coração.
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Existem
diversos outros exemplos da atual utilização do tubarão: o extrato de sua
cartilagem vem sendo usado de forma promissora como uma pele temporária no
tratamento de queimados, suas córneas vêm sendo transplantadas
experimentalmente em olhos humanos e seu sangue contém anticoagulantes que
poderão vir a ser utilizados na produção de novas drogas. Ainda assim, o que
mais tem ocupado os cientistas nessa área é saber por que os tubarões parecem
não ficar doentes.
Ainda que possuam um sistema imunológico relativamente primitivo, os tubarões apresentam uma baixa taxa de incidência de doenças em geral, dificilmente contraem infecções após sérias feridas e raramente desenvolvem câncer. Experiências com substâncias carcinogênicas bem conhecidas injetadas em tubarões não provocaram nenhuma lesão e nem causaram qualquer tipo de dano genético que o tumor costuma deixar-nos outros animais. E ninguém sabe por que isso acontece, porém sabe-se que essa resistência ao câncer nada tem a ver com a sua cartilagem.
Pesquisas desenvolvidas nos EUA com o cação-bagre (gênero Squalus) têm fornecido pistas interessantes para a medicina. A proteína esqualamina, encontrada no estômago, fígado e vesícula biliar desse tubarão, já demonstrou inibir o crescimento de tumores em cérebros humanos. Descobriu-se também que quase todas as células de seu corpo contêm um poderoso antibiótico. Esse novo composto, uma substância química da mesma família do colesterol, não pertence a nenhuma classe de antibiótico conhecido. Surpreendentemente, ele se mostrou bastante efetivo contra um grande espectro de micróbios, incluindo fungos, bactérias e parasitas. Uma versão sintética desse antibiótico vem sendo testada em uma grande variedade de doenças humanas.
Com relação ao fato de estarem quase livres do câncer, os estudos nesse sentido estão direcionados na possível descoberta de agentes anticancerígenos que possam no futuro serem utilizados em nosso benefício. Ou seja, os tubarões podem um dia vir a salvar nossas vidas, se já não estiverem extintos, é claro. Fonte Instituto Aqualung.
Curiosidades sobre tubarões:
- Tubarão e cação são a mesma coisa, nome vulgar para quaisquer
espécies, popularmente chamado de cação
quando o homem come o animal e quando a animal se alimenta do homem ou provoca
um ataque, chama-se de tubarão.
Em muitos países asiáticos, a
sopa de barbatana de tubarão tornou-se uma iguaria servida em casamentos,
banquetes e jantares de negócios como símbolo de riqueza e status, movimentando uma indústria
milionária todos os anos. Entretanto, diversos especialistas, incluindo o
renomado chef inglês Gordon Ramsay, afirmam que a
barbatana em si não tem gosto algum, dando apenas textura à sopa, que é feita
com caldo de frango ou porco.
De acordo com dados da entidade United Conservationists, 50 espécies de tubarões estão na lista
de alto risco de extinção. Entre eles, o inofensivo tubarão-baleia, maior peixe
do planeta, que pode atingir até 18 metros de comprimento, não tem dentes e se
alimenta apenas de plâncton. Uma única barbatana de tubarão-baleia pode custar
cerca de $10 mil na China. Outras espécies ameaçadas de extinção são o
tubarão-branco, o tubarão-martelo, o tubarão-cabeça-chata (bull
shark) e até mesmo o tubarão-mangona (grey nurse shark),
muito comum na costa leste australiana.
Mitos e verdades:
MITO: Os tubarões não pensam. REALIDADE:
Falso. Em alguns aquários e laboratórios, tubarões foram treinados para golpear
objetos coloridos e formas com o objetivo de receber alimento. Também foram
condicionados para subir à superfície e se apresentar sozinhos para realizar
procedimentos veterinários. Estes condicionamentos demonstram que são capazes
de aprender.
MITO:
Os tubarões afundam se param de nadar. REALIDADE: Isso é verdade para a
maioria, mas não para todas as espécies. Os tubarões conseguem manter certa
flutuabilidade, mas se param de se mover, afundam pela ausência da bexiga
natatória cheia de ar, presente na maioria dos peixes vertebrados.
MITO: Os tubarões comem indiscriminadamente. REALIDADE: Falso. A
forma distinta das várias espécies de tubarões indica que possuem dietas muito
especializadas. Alguns tubarões, como o tubarão-mako, possuem dentes
pontiagudos e lisos para perfurar e capturar presas rápidas. Outros, como o
tubarão branco, possuem dentes serrilhados para arrancar e mastigar pedaços
grandes de carne. Outros possuem dentes trituradores planos, como o
Heterodontus francisci, adequados para comer crustáceos e moluscos. Por último,
existem dentes com funções muito específicas, como os do tubarão-tigre, que são
projetados para cortar através das carapaças das tartarugas marinhas, seu prato
predileto. Cada espécie possui uma dieta única, mas às vezes, podem confundir
sua presa natural com alguma coisa diferente… como pneus de borracha e
surfistas desavisados!
MITO: A população de tubarões é estável e não está ameaçada. REALIDADE:
Falso. Como resultado da pesca excessiva e da captura equivocada em redes e
linhas dirigidas a outras espécies, os tubarões estão em rápido declínio. Cerca
de 250 mil são mortos diariamente. Algumas populações estão em franco declínio,
como a do tubarão-martelo, que diminuiu cerca de 90% durante as últimas duas
décadas. Como grandes predadores do oceano, os tubarões ajudam a limpar os
mares, caçando peixes feridos ou doentes. Se sua proteção não for assegurada,
a, as populações de tubarões continuarão diminuindo.
Os tubarões abocanham para ver o que é, e
depois largam: O
mito de “uma mordidela” - que os tubarões por não terem visão apurada
abocanham só para ver o que é e depois seguem caminho – é um dos favoritos dos
conservacionistas. Mas Allan afirma que foi mordido três vezes e Glen Folkard
sofreu um ataque sustentado ao surfar na praia Redhead, Newcastle, em janeiro
do ano passado. Alguns especialistas acreditam que em alguns casos, um ataque de
tubarão pode refletir-se em múltiplas dentadas. Como por exemplo, em vários
casos registrados de tubarões brancos adultos. Em alguns deles, a vítima parece
ter sido totalmente consumida.
Quando há golfinhos não há tubarões: MITO: Não é verdade! Os golfinhos por vezes
tentam enfrentar os tubarões quando estes ameaçam um membro do grupo. Mas é
muito mais comum serem encontrados juntos, pois se alimentam das mesmas presas
e os territórios de caça são idênticos.
Ao contrário do que as pessoas pensam, os golfinhos
podem ser um sinal da presença de tubarões, em vez da crença comum de que os
afastam propositadamente.
Os fatos de neoprene pretos fazem os
surfistas parecerem focas: MITO: Afirma o especialista da CSIRO em grandes tubarões
brancos, Dr. Barry Bruce, acrescentando: - O tubarão branco alimenta-se de
focas apenas numa pequena altura do ano e estas não fazem parte da sua dieta
até eles terem pelo menos 3 metros de comprimento. Segundo os registros, o
típico tubarão branco que se encontra na zona de arrebentação mede menos de 2,5
m.
Ataques em massa: MITO: Em 2009, deram-se três ataques graves em
Sydney ao longo de três semanas. Cinco pessoas morreram em 10 meses na Austrália
no ano passado. Ataques em massa acontecem! O Dr. Vic Peddemors, um
investigador perito em ataques de tubarão, afirma: Nós estudamos todas as
possíveis causas: El Nino, La Nina, a temperatura da água, fontes de alimento,
o índice de oscilação do oceano e nada realmente ficou provado. É uma daquelas
coisas que ainda não tem explicação.
Redes de tubarão sinônimo de segurança: MITO:
Vários ataques foram registrados
em praias com redes de segurança. Este sistema não consegue bloquear totalmente
a entrada de tubarões numa praia, mas ajuda a dificultar essa tarefa.
Os cães atraem tubarões: MITO:
Não há registro de nenhum caso em que um cão tenha sido atacado em vez de um
humano, enquanto nadavam juntos.
Os tubarões são atraídos pela cor: MITO: Um relatório dos anos 70 relatava que
durante uma experiência levada a cabo pela Marinha Americana, um colete
salva-vidas amarelo foi repetidamente atacado por tubarões azuis, outro de cor
vermelha sofreu menos ataques, enquanto que um dispositivo de flutuação
semelhante em preto sofreu apenas dois. Isto levou a que surfistas e
mergulhadores passassem a evitar certas cores e até brincarem com a
frase ”yummy yellow” (amarelo saboroso).
Mas
o professor Nathan Hart, da Universidade de Western Austrália descobriu que os
tubarões apenas possuem um tipo de “célula cone” – responsável pela visão de
cores e é improvável que sejam capazes de distinguir um mundo multicolorido. Os
tubarões são atraídos para alto contraste, em vez de cores.
A urina atrai os ataques de tubarão: MITO: Apesar de muitos surfistas evitarem este ato
dentro de água, não há nenhum estudo que tenha conseguido provar que a urina
atrai os tubarões.
Do
total de espécies, apenas 32, já provocaram algum tipos de acidentes com
humanos e desta somente 15, no litoral do Brasil.
Espécies que provocaram
acidentes no Brasil.
Tintureira
ou tubarão tigre
Cabeça
Chata
Mangona
Serra
garoupa (perigosa ao homem, nadam em grupo)
Tubarão martelo
Tubarão azul
Mako
Galha
preta
Cacão Lixa ( acidentes com manuseio)
Animais selvagens que mais
atacam o homem em todo o planeta.
Cobras/
250.000
Crocodilos/
2.500
Abelhas/
1.250
Elefantes/250
Tubarões/100
Cachorros
4,5 milhões de ataques por ano.
Além da crueldade com esses animais,
existem dados alarmantes sobre o impacto que a extinção dos tubarões pode
causar. Dois terços do nosso planeta são compostos de água e 80% dos seres
vivos encontram-se nos oceanos. Ocupando o topo da cadeia alimentar dos mares,
os tubarões garantem o equilíbrio de todas as populações marinhas. Sem eles,
suas presas se proliferam descontroladamente e os próximos seres da cadeia alimentar
acabam por se extinguir. Quando isso acontece, inicia-se um verdadeiro efeito
dominó, causando um imenso desequilíbrio ambiental.
Quais são as consequências diretas
para o homem? Além da escassez de peixes, moluscos e crustáceos, a extinção dos
tubarões pode afetar até mesmo a produção de oxigênio. Cerca de 70% do oxigênio
que respiramos é produzido por um conjunto de organismos microscópicos chamados
de fitoplâncton, que absorvem gás carbônico e liberam oxigênio. Esses
microorganismos dependem indiretamente dos tubarões, pois com o desequilíbrio
da cadeia alimentar, a proliferação excessiva de animais que se alimentam de
fitoplâncton pode causar a redução na
produção de oxigênio no planeta.
Por Prof. Msc. Edris
Queiroz – biólogo marinho e pesquisador do IBIMM.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Tubarão pode ter a cura do cancer?
Tubarão pode ter a cura do câncer?

“Até
hoje não existe nenhuma comprovação cientifica de que a cartilagem de tubarão
previne o câncer. O que podemos afirmar com certeza é que não sabemos por que
algumas espécies de tubarões não desenvolvem câncer e que isto é muito
importante no combate a inúmeras doenças que afetam os seres humanos e daí a
grande importância na preservação desta espécie. Os tubarões tem uma grande
capacidade de regeneração e muito mesmo machucados após grande lutas com outras
espécies, conseguem sobreviver e se recuperar dos ferimentos”.
Cientistas
americanos verificaram que em 21 anos de pesquisas apenas doze tumores foram
registrados em tubarões, e desses somente três eram malignos. Os pesquisadores
pretendem agora transferir, de algum modo, essa resistência para o homem. Desde
1970 sabe-se que os tumores criam uma rede de capilares sanguíneos para poderem
crescer. Os médicos chamam de angiogênese esse processo, sem o qual, supõe-se,
o tumor morre. Como o tecido cartilaginoso é desprovido de vasos sanguíneos, os
pesquisadores deduziram que ele deve liberar alguma substância inibidora da
angiogênese. Ora, os tubarões não possuem ossos - pertencem a uma classe de
peixes cujos esqueletos são cartilaginosos. O fato de serem eles praticamente
imunes ao câncer não seria, portanto, uma coincidência. É possível, assim, que
do extrato da cartilagem dos tubarões surja algum dia uma droga contra o câncer?
Não, Ou seja, até hoje não existe nenhuma comprovação científica!
Pesquisadores sabem que há mais de
150 anos que os tubarões podem ter câncer. E ainda persiste a crença de que os
animais não sofrem com a doença. Esse equívoco é promovido em parte por aqueles
que vendem a cartilagem de tubarão, que afirmam que a substância vai ajudar a
curar o câncer, segundo David Shiffman, pesquisador de tubarões e estudante de
doutorado na Universidade de Miami. Mas nenhum estudo mostrou que a cartilagem
de tubarão é um tratamento eficaz, e a demanda pelo material tem ajudado a
dizimar as populações de tubarões: os seres humanos matam cerca de 100 milhões
de tubarões por ano, de acordo com um estudo de março de 2013. (muitas destas
mortes são causadas pelo “fining” pesca predatória para retirada das barbatanas,
o animal é devolvido vivo ao mar e morre).
Recentemente, pesquisadores da
Austrália perceberam um grande tumor saindo da boca de um grande tubarão
branco. O tumor media 30 centímetros de comprimento e 1 metro de largura, de
acordo com um estudo que descreve o tumor.
“Esta era uma
visão muito incomum, já que nunca antes vimos um grande tubarão branco com
tumor”, disse Rachel Robbins, coautor do estudo.
No total, os cientistas agora
documentaram tumores em pelo menos 23 espécies de tubarões. O estudo contribui
para a crescente evidência de formação de tumores em tubarões, ao contrário da
crença popular de que os tubarões não sofrem de tais anomalias.
“Os tubarões têm câncer”, disse
Shiffman, que não esteve envolvido no estudo. “E mesmo que eles não tivessem
comer produtos de tubarão não irá curar o câncer assim como comer um pedaço do
Michael Jordan não fará melhor alguém no basquete.”
Ao contrário da
crença popular, os tubarões têm câncer, até mesmo tumores nas cartilagens, logo
tomar suplementos de cartilagem de tubarão para prevenir ou retardar o câncer provavelmente não é eficaz, de acordo com um estudo
apresentado no 91º encontro anual da Associação
Americana de Pesquisa de Câncer (AAPC).
O Dr. John C. Harhsbarger, diretor do Instituto Nacional de Registro de Tumores em Animais Inferiores, relatou 40 registros de tumores coletados de peixes cartilaginosos. Vinte e três dos tumores eram de tubarões. Ele disse que cerca de um terço dos tumores nos arquivos eram malignos e destes tumores malignos, seis foram coletados de tubarões.
Harhsbarger disse, contudo, que os tumores são mais comuns em peixes ósseos, especialmente de águas rasas. "Isto se dá por que eles se alimentam em áreas com maior nível de poluentes ambientais. Os tubarões são peixes de águas profundas e não são expostos a tantos componentes nocivos," ele disse.
"O que há de novo neste artigo é nosso relato de que três tumores malignos, um carcinoma de células renais, um linfoma e um novo tumor de cartilagem, foram encontrados em tubarões. Os tubarões têm câncer, então deixemos o mito de lado," disse Harhsbarger em entrevista à Reuters Health.
A cartilagem de tubarão se tornou um tratamento alternativo popular para o câncer baseado na crença de que a mesma tinha propriedades antiangiogênicas – isto é, que ela prevenia o desenvolvimento dos novos vasos sangüíneos que alimentavam os tumores, dificultando o crescimento destes. O co-autor de Harhsbarger, Dr. Gary K. Ostrander da Universidade John Hopkins, disse que "não existem estudos publicados em revistas renomadas que confirmem esta crença."
Na conferência, o Dr. Donald Coffey da Universidade John Hopkins disse que a mesma lógica que leva pessoas a tomar cartilagem de tubarão poderia levá-las a "comer glândulas prostáticas de cavalos ou gatos para prevenir câncer de próstata porque cavalos e gatos não têm câncer de próstata."
Hank Poterfield, catedrático do grupo de apoio ao câncer prostático Us Too!, disse que "como paciente, todo este fenômeno sobre a cartilagem de tubarão lança dúvidas sobre a medicina alternativa mesmo quando existem alternativas complementares médicas eficientes para o câncer prostático." Em entrevista à Reuters Health, ele disse, "Nenhum paciente com câncer prostático jamais se beneficiou da cartilagem de tubarão." Ele acrescenta que ele irá acabar com a estória da cartilagem de tubarão.
Porém, não é provável que a cartilagem de tubarão desapareça das notícias porque o Instituto Nacional de Saúde tem um estudo em andamento na fase III sobre o extrato da cartilagem de tubarão chamado AE-941. Os resultados de um estudo do extrato em combinação com a cisplatina foram relatados no encontro da AAPC no ano passado. No estudo em fase II, o Dr. Jean Latreille da Universidade de Montreal relatou que "houve uma tendência em direção à resposta." O extrato é fabricado pelo Aeterna Laboratories, em Quebec.
Fonte: 91º encontro anual da Associação Americana de Pesquisa de Câncer (AAPC).
O Dr. John C. Harhsbarger, diretor do Instituto Nacional de Registro de Tumores em Animais Inferiores, relatou 40 registros de tumores coletados de peixes cartilaginosos. Vinte e três dos tumores eram de tubarões. Ele disse que cerca de um terço dos tumores nos arquivos eram malignos e destes tumores malignos, seis foram coletados de tubarões.
Harhsbarger disse, contudo, que os tumores são mais comuns em peixes ósseos, especialmente de águas rasas. "Isto se dá por que eles se alimentam em áreas com maior nível de poluentes ambientais. Os tubarões são peixes de águas profundas e não são expostos a tantos componentes nocivos," ele disse.
"O que há de novo neste artigo é nosso relato de que três tumores malignos, um carcinoma de células renais, um linfoma e um novo tumor de cartilagem, foram encontrados em tubarões. Os tubarões têm câncer, então deixemos o mito de lado," disse Harhsbarger em entrevista à Reuters Health.
A cartilagem de tubarão se tornou um tratamento alternativo popular para o câncer baseado na crença de que a mesma tinha propriedades antiangiogênicas – isto é, que ela prevenia o desenvolvimento dos novos vasos sangüíneos que alimentavam os tumores, dificultando o crescimento destes. O co-autor de Harhsbarger, Dr. Gary K. Ostrander da Universidade John Hopkins, disse que "não existem estudos publicados em revistas renomadas que confirmem esta crença."
Na conferência, o Dr. Donald Coffey da Universidade John Hopkins disse que a mesma lógica que leva pessoas a tomar cartilagem de tubarão poderia levá-las a "comer glândulas prostáticas de cavalos ou gatos para prevenir câncer de próstata porque cavalos e gatos não têm câncer de próstata."
Hank Poterfield, catedrático do grupo de apoio ao câncer prostático Us Too!, disse que "como paciente, todo este fenômeno sobre a cartilagem de tubarão lança dúvidas sobre a medicina alternativa mesmo quando existem alternativas complementares médicas eficientes para o câncer prostático." Em entrevista à Reuters Health, ele disse, "Nenhum paciente com câncer prostático jamais se beneficiou da cartilagem de tubarão." Ele acrescenta que ele irá acabar com a estória da cartilagem de tubarão.
Porém, não é provável que a cartilagem de tubarão desapareça das notícias porque o Instituto Nacional de Saúde tem um estudo em andamento na fase III sobre o extrato da cartilagem de tubarão chamado AE-941. Os resultados de um estudo do extrato em combinação com a cisplatina foram relatados no encontro da AAPC no ano passado. No estudo em fase II, o Dr. Jean Latreille da Universidade de Montreal relatou que "houve uma tendência em direção à resposta." O extrato é fabricado pelo Aeterna Laboratories, em Quebec.
Fonte: 91º encontro anual da Associação Americana de Pesquisa de Câncer (AAPC).
Por: Prof.Msc.Edris Queiroz –biólogo marinho,
pesquisador do IBIMM.
domingo, 13 de abril de 2014
Programa Super HDB- O mundo dos Tubarões !
Hoje seu domingo será mais legal, Programa Super HDB, com participação Especial do Prof. Edris Queiroz, falando sobre os tubarões, REDEVIDA de Televisão, a partir das 15.:00 horas com apresentação de Danny Pink — .Programa Super HDB- Tubarões
domingo, 6 de abril de 2014
Lixo nos mares e oceanos, o que devemos fazer?
“Antes de falar dos problemas
do lixo, quero deixar um momento de reflexão e que vai fazê-lo pensar melhor antes de jogar uma sacolinha de lixo,
uma garrafa ou um pedaço de papel de bala na rua e que pode parar em um rio e
depois nos oceanos e mares!”
Você sabia, que a maior produção de ar oxigênio que respiramos não é
produzida nas florestas da Amazônia, e sim, nos oceanos? Isto mesmo! As algas oceânicas que vivem nos
mares e oceanos do planeta são as responsáveis pela produção da maior parte do
gás oxigênio que respiramos e, todo o lixo que produzimos e descartarmos de
forma incorreta, podem levar estas mesmas algas a morte. Daí a necessidade de
conservarmos o ambiente marinho e salvar a vida deste ser vivo que além de
servir como alimento primário para muitos micro-organismos e peixes, produz o ar que nos
mantém vivos e todos os outros seres que dependem dele. O Pulmão do mundo sem
sombra de dúvida são os oceanos e estes seres maravilhosos que neles habitam!
As
consequências do lixo nos mares podem ser:
Tartarugas
marinhas morrem asfixiadas ao comerem sacos plásticos jogados no mar. Você já
pensou que todo esse lixo que é jogado nos mares, suja nossas praias machucando
e até matando peixes, golfinhos, tartarugas, entre muitos outros.
As tartarugas por exemplo, não sabem
distinguir a diferença entre uma água viva, que faz parte da sua alimentação,
de um saquinho de supermercado jogado no mar e acabam se asfixiando e morrendo,
animais inocentes pagando com a própria vida a falta de cuidado da humanidade!
O pior, é que muitas pessoas
jogam lixo em qualquer lugar, sem saber o mal que estão fazendo aos outros, a
si e aos seus descendentes. Por isso, quando você ver alguém jogando o lixo em
lugar inadequado, lembre-o de que será muito melhor que nossos filhos
recordem-se de nós pela nossa sabedoria, do que pelo lixo que deixamos de
herança para eles.
Veja o tempo que leva um produto
a desaparecer completamente das águas dos oceanos:
Luvas de
algodão - 5 meses
Jornal -
6 meses
Fralda
descartável - 450 anos
Linha de
nylon - 650 anos
Bola de
isopor - 80 anos
Garrafa
Plástica - 450 anos
Vidro -
tempo indeterminado
Lixo
Radioativo - 250.000 anos
Lata de
Alumínio - 200 anos
Caixa de
Papelão - 2 meses
Pedaço de
madeira pintada - 13 anos
As Pessoas que jogam lixo na
rua podem ser assassinas em potencial de animais e pessoas em várias partes do
planeta. Assim como na poluição do ar, a poluição nos rios e mares causam
impactos ambientais extremos e levam a morte por onde passam.
O lançamento de lixo nas ruas
pode gerar sérios problemas ambientais em várias partes do planeta e causar
prejuízos gravíssimos a natureza.
A viagem do lixo
Você sabia?
Ao jogar o lixo na rua depois
de uma chuva, provavelmente seu caminho será o sistema de drenagem da cidade e
este provavelmente vai conduzir esse lixo para os rios que o levarão até os
mares, as consequências você já sabe.
Se levarmos em consideração que
existem diversas cidades e até mesmo países que tem nas águas sua principal
fonte de alimentação, mas não podem mais comer peixes intoxicados pela
poluição, podemos facilmente chegar à conclusão de que, quem joga lixo nas ruas
pode ser um assassino em potencial.
É extremamente importante
entender como nossas atitudes podem ter efeito global.
Por fim se queremos um mundo
melhor, devemos nos preocupar e muito com a limpeza dos rios, mares e oceanos,
eles são os responsáveis pela qualidade de vida da população no planeta.
Por: Prof. Msc. Edris
Queiroz – Biólogo Marinho
IBIMM – Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente –
CRBio-537/01-SP
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